Aborto Espontâneo

aborto espontâneo

Aborto Espontâneo

Passar pela experiência de um aborto espontâneo está entre as situações mais tristes na vida de uma mulher. De repente, a imensa alegria e expectativa da gravidez são substituídas por uma sensação de vazio. Pela cabeça dessa mulher passa, sem dúvida, a eterna pergunta: por que eu ? A realidade é que o abortamento na espécie humana é muito mais comum do que se imagina, sendo que até 15% das gestações confirmadas não vão adiante, terminando em aborto espontâneo. Mas o que causa esses abortamentos ?

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Defeito nos Cromossomos

Na maioria das vezes a culpa recai sobre problemas com os cromossomos do embrião. A maioria dos abortos ocorre na fase embrionária (que vai até a 11a. semana gestacional) quando a divisão celular é muito rápida e a formação dos órgãos vitais está em seu início. O ser humano tem 46 cromossomos que devem se parear e se subdividir de uma maneira muito precisa. Durante as primeiras semanas, ainda existem poucas células responsáveis pela futura formação de um órgão como o coração, por exemplo. Essas células têm que desempenhar manobras de divisão e especialização muito precisas durante a fase embrionária. Qualquer problema na divisão dessas células pode significar que o coração do embrião não se formará. Nesses casos, a natureza se encarrega de terminar a gravidez pois o embrião em formação não teria qualquer chance de sobrevida.

Vista por essa perspectiva, a maioria dos abortos é causada pela natureza agindo para impedir que uma gravidez que não está dando certo seja levada adiante e que um ser humano sem nenhuma possibilidade de sobrevida se desenvolva até o nascimento.

Problemas Maternos

Problemas Maternos

Os casos em que o organismo materno é o causador do aborto são mais raros. Desconfia-se que a causa esteja no organismo da mãe apenas depois de três abortos espontâneos consecutivos. Em regra geral os abortos ocorridos após a 12a. semana gestacional (aborto tardio) têm maiores probabilidades de serem causados pelo organismo materno, enquanto aqueles ocorridos mais cedo têm maiores probabilidades de ter origem embrionária.

Alguns problemas maternos que podem levar ao aborto são infecções, instabilidades hormonais, má formação do aparelho reprodutivo, endometriose, além da presença de cistos e tumores. Claro que cada caso é um caso e existe uma infinidade de fatores que podem impedir o organismo materno de levar a gestação adiante. O importante nesses casos é a investigação das causas do aborto e seu tratamento. Tratando a causa, pode-se evitar abortos repetidos causados pelo mesmo problema.

Sintomas e Tratamento Aborto Espontâneo

O primeiro sintoma que um aborto está para acontecer normalmente é o início de um sangramento. Outros sintomas são uma parada repentina nos enjôos (naquelas mulheres que os têm) e no inchaço nos seios e no aumento da barriga.

Em alguns casos, o aborto pode ser evitado se detectado ainda bem no início, por isso é vital levar ao conhecimento do seu médico qualquer sintoma anormal que apareça. Nessas circustâncias a gestante geralmente é posta em repouso e alguns remédios são administrados.

Quando se trata de problemas maternos as manobras para evitar o aborto normalmente têm bons resultados e a gravidez pode ser levada até o final, com o nascimento de um bebê saudável.
Se, por outro lado, o problema é embrionário, as manobras não têm muita chance de sucesso e, caso se consiga levar a gravidez adiante, as chances de o bebê apresentar problemas gravíssimos são muito grandes. Esses casos representam um grande dilema ético para a medicina: deve-se tentar salvar uma gravidez a qualquer custo, mesmo sabendo que o bebê terá malformações que o impedirão de levar uma vida normal?

Para essas questões não há respostas fáceis assim como não há remédio fácil para a dor e o vazio que um aborto deixa, qualquer que seja sua causa.

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